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Desequilíbrios Musculares – Parte 1

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Por Prof. Mauricio de Arruda Campos. Diretor do Departamento Educacional e Pesquisa – IFBB Presidente em Exercício – CBCM

Os desequilíbrios musculares é um tema muito importante de ser compreendido se sua meta é treinar com técnica, eficiência e segurança. O desequilíbrio muscular está relacionado a duas alterações na função muscular: a rigidez de um músculo “motor” e a fraqueza do músculo “estabilizador”.Figura – Representação de uma articulação com dois músculos antagonistas. Note que o desequilíbrio dos músculos antagonistas leva a um posicionamento impróprio da articulação que pode gerar uma lesão.

Os músculos motores são aqueles que produzem o movimento; eles são freqüentemente grandes grupos musculares contendo mais fibras de contração rápida. Embora eles produzam muita força, estes músculos têm uma tendência ao encurtamento. Os isquiotibiais, reto femural e o iliopsoas são o stress principais músculos mobilizadores na articulação do quadril. Ao contrário, os músculos estabilizadores controlam os movimentos ou o posicionamento articular, normalmente trabalhando contra a gravidade. Eles são músculos menores, mais profundos e freqüentemente possuem mais fibras de contração lenta. Eles devem agir bem coordenados e devem ter uma boa capacidade de resistência, embora tendem a ser pouco ativados e fracos. O glúteo é o principal estabilizador ao redor da articulação do quadril. Há dois problemas significantes com o encurtamento dos músculos “motores”: 1- a amplitude reduzida de movimento pode gerar grande estresse articular e, 2- a rigidez muscular pode inibir o grupo muscular oposto (antagonistas) através de um processo chamado inervação recíproca. Por exemplo, a rigidez do iliopsoas pode inibir a ação do glúteo máximo. O problema mais significante com a fraqueza dos músculos estabilizadores é que ele não possui resistência suficiente para manter a posição – normalmente contra a gravidade – por um longo período de tempo. Muitas vezes isso pode estar relacionado com o alongamento excessivo do músculo. Caso isto ocorra, a relação força-comprimento com as alterações musculares resultam em uma inabilidade de o músculo manter uma “amplitude segura” de posição. O músculo pode se apresentar forte num teste dinâmico, mas é incapaz de manter uma contração estática por um longo tempo para estabilizar uma articulação.
Quando este alongamento crônico ocorre, o músculo estabilizador torna-se inativo e a estabilidade articular é comprometida. Às vezes os músculos “motores” adjacentes tornam-se sobrecarregados ao tentar compensar a falta de estabilização articular.

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